Os conteúdos expostos nesta página não têm fins lucrativos. Tem como único objetivo defender a inocência de Michael Jackson.

sábado, 26 de maio de 2012

PRESENTE DE FÃ NO CAMINHO DE NEVERLAND DURANTE O JULGAMENTO 2005

Em 2005, em um dos dias em que Michael estava retornanco à Neverland, vindo de mais uma das audiências do tribunal, um fã francês que o esperava na estrada foi permitido lhe entregar uma pintura que havia sido feita para Michael.


Com a mesma humildade de sempre, Michael agradeceu, disse que havia amdo a pintura e a levou para Neverland.
Dentro das circunstâncias, só uma alma gentil, um ser elevado espiritualmente teria a disponibilidade para atender um fã no acostamento de uma estrada para ouvir o que ele tinha a dizer e a lhe oferecer.
Gesto que só engrandece a relação de Michael com seus fãs.

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domingo, 20 de maio de 2012

MICHAEL JACKSON, GANÂNCIA DA MÍDIA E MORTE DA DEMOCRACIA


Seguindo a série de textos analíticos sobre o papel da mídia na vida de Michael Jackson, e consequentemente na sociedade como um todo. Foi escrito por John W. Whitehead - escritor e advogado - em 01/07/2009.

TEXTO
Os zumbis podem ter perseguido Michael Jackson na câmera de seu vídeo da música Thriller, mas eram os vampiros da mídia que tentaram expulsá-lo da câmera e, eventualmente, engoli-lo seco. Durante anos, os meios de comunicação especialistas crucificaram o homem que eles batizaram de Wacko Jacko, a fim de excitar os leitores e divertir os telespectadores. Agora, eles deificam-no da mesma finalidade na morte. 
Não importa se você está falando sobre as notícias dos tablóides, notícias de entretenimento e legítimos telejornais, como mostra a cobertura de Jackson, há muito pouca diferença entre eles. Eles todos existem para uma finalidade,  que é para ganhar dinheiro. Se o que vende é a notícia do entretenimento, a cobertura de Jackson é um bom indicador de como exatamente notícias  orientadas sobre celebridades  tornou-se perigoso para o nosso país e nossa democracia. A cobertura foi exaustiva e cobriu todas as plataformas de mídia: transmissão on-line, tablóides impressos, folhas largas,  rádio. Como Variety ", as tiras de entretenimento de TV e revistas de notícias foram sexta-feira [ Nota do blog: a sexta-feira é 26/06/2009 ] para preparar o que será provavelmente por semanas, talvez meses de cobertura". Antecipação das maiores vendas nas bancas, muitos jornais até correram para publicar  especiais para comemorar a vida de Jackson e sobre a morte.
 
"Em jornais como o New York Times, Jackson, 50, assumiu a maior parte da primeira página sexta-feira", informou a Reuters.
 
"Esqueça o tumulto político no Irã, que tem dominado as manchetes nos últimos dias ou a adulturous governador [sic] da Carolina do Sul, ou mesmo a morte de Charlie's Angels estrela Farrah Fawcett".

Anunciantes aspiravam um lucro em formação. Eles poderiam usar o morto para vender seus produtos, e os americanos para engolir isso. Dentro das primeiras horas da notificação da morte de Jackson em 25 de junho de 2009, os canais de notícias a cabo, dedicaram seu tempo de antena quase que exclusivamente para o Rei do Pop, puxado em mais de 10 milhões de telespectadores. Desde então, as redes apresentaram um fluxo estúpido de cobertura constante para preencher o tempo de antena. Eles especularam sobre Jackson, sua propriedade, quem vai ficar com a custódia de seus filhos, seu uso de drogas, suas tendências sexuais e seu estado de espírito.
Dias após a morte de Jackson eu ainda era duramente pressionado para encontrar muita coisa na forma de verdadeiras notícias sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, as crescentes tensões no Irã, a situação do mercado de trabalho dos EUA, a crise econômica mundial ou a administração de Obama, os esforços mais recentes  para avançar sua agenda de saúde. Na verdade, os telespectadores  podem ter sido capazes de colher pedaços importantes da política mundial e da economia a partir do rastreamento de notícias minúsculas no rodapé da tela, mas mesmo aqueles, foram ofuscados pela cobertura Jackson. 
Eu tive que perguntar: são as redes a nos dar o que queremos com esta rotina constante de notícias sobre celebridades ou estamos sendo incutidos nos tipos de espectadores estúpidos, os consumidores, aliás, que eles querem? Sim, são uma distinção importante, com implicações profundas para o futuro da democracia. 
Hoje, principalmente os americanos obtêm suas notícias na televisão. No entanto, mesmo com a ascensão de canais de notícias 24 horas, as pessoas, mais informadas sobre os problemas reais do dia. Como um relatório do Pew Research Center constatou, final dos anos 1980, o surgimento de notícias a cabo 24 horas como uma fonte de notícias dominante e o crescimento explosivo da Internet tem levado a grandes mudanças na opinião pública americana, os hábitos de notícias. Mas, um novo inquiérito nacional considera que as alterações coaxial digital e revoluções e atendente em comportamentos de audiência de notícias têm tido pouco impacto sobre como os americanos sabem muito sobre assuntos nacionais e internacionais. Notícias deverão informar, exaltar e desafiar. Ela deve fazer você pensar analiticamente. Em vez disso, hoje, as redes de notícias vão entreter e excitar. O que mais existe é pouca diferença discernível entre eles. 
Quando se trata de dinheiro e ganância, são tudo a mesma coisa: todos eles têm recorrido ao jornalismo de tablóide sensacionalista, já que, é o que vende. No processo, eles fizeram um grande desserviço aos americanos, não só por não informá-los pela programação, mas a sua alimentação ao lixo. Os americanos têm sido bombardeados com a cobertura da mídia saturada contendo pouca substância, e a cobertura Jackson é um exemplo perfeito disso. Infelizmente, a maioria dos americanos compraram a idéia de que tudo o que acontece com o relatório da  mídia  é importante e relevante. No processo, os americanos têm cada vez mais se tornado como os ovinos e perderam a capacidade de fazer perguntas e pensar analiticamente. No entanto, quem perde quando o povo não sabe nada sobre o funcionamento do seu governo? 
Democracia.


Fonte:
http://www.dakotavoice.com/2009/07/michael-jackson-media-greed-and-the-demise-of-democracy/

ANÁLISE DE ADRIAN GRANT SOBRE O EMPENHO DA MÍDIA EM DESTRUIR MICHAEL JACKSON


As palavras que se seguem, são relatos dele no livro "Michael Jackson: Documentário Visual".
Adrian Grant foi e continua sendo uma das exceções, uma das raras pessoas que não se vendeu na mídia. Além do mais, provou ser real e verdadeira e incondicionalmente AMIGO de Michael.
Sua dedicação e fidelidade a Michael são inquestionáveis o que se traduz em sua postura e trabalho desde o início.


TEXTO

"A carreira de Michael é única em toda a história do mundo da música. Do mesmo modo, sabe-se que a mídia é ávida por fofocas.
As conquistas de Michael nos anos 1980, fizeram dele o músico de maior influência da década, uma espécie de lenda viva reconhecida mundialmente. Desde seus vídeos inovadores, coreografias jamais vistas, inúmeros sucessos e performances de tirar o fôlego, até suas atividades humanitárias que perduraram por mais de duas décadas, culminando no lançamento do seu próprio instituto de caridade infantil - a Fundação Heal the World - fizeram com que o nome de Michael Jackson se tornasse sinônimo de bondade e pureza no mundo do entretenimento.
Ele teve a oportunidade de estar com três presidentes dos Estados Unidos em eventos sociais.
Tudo parecia ser bom demais para ser verdade. Ter o mundo a seus pés era muita coisa para  um homem portador de uma voz capaz de emocionar multidões independentemente de credo e raça. Era quase como se a constante ascensão de poder e influência que Michael ostentava, incomodasse alguém em algum lugar do mundo, e esse alguém estivesse planejando colocar um fim em tudo de uma maneira CRUEL JAMAIS IMAGINADA.
E foi desse modo que em 23 de agosto de 1993, segunda-feira, durante a turnê em Bangcoc, em que Michael estava prestes a arrebatar milhares de fãs incondicionais com a sua presença  eletrizante no palco, que a IMPRENSA MARROM FOI À FORRA.
Acusações de abuso infantil! A HISTÓRIA DO SÉCULO!
COM POUQUÍSSIMO COMPROMISSO COM A VERDADE ou com as consequências, iniciou-se a DISPUTA POR MANCHETES SENSACIONALISTAS NO INTUITO DE AUMENTAR AS VENDAS DE TABLÓIDES E A AUDIÊNCIA NOS CANAIS DE TELEVISÃO.
ATÉ QUE ENFIM A MÍDIA TINHA ALGO COM O QUE FERIR, E TALVEZ DESTRUIR A IMAGEM IMACULADA DE MICHAEL.
Exatamente o mesmo meio de comunicação que alavancara a carreira do astro, que o levara às alturas, ao estrelato - a mesma carreira que, provavelmente, nunca veremos igual - agora fomentava a sua derrocada.
As reportagens nos tablóides eram FRIAS E MAL-INTENCIONADAS. Por muitos anos, o relacionamento de Michael com a imprensa não foi bom, sendo agravado por sua recusa em fornecer qualquer tipo de entrevista. Agora era a HORA DE REVIDAR.
A cada dia que se passava, as histórias sobre Michael se tornavam mais e mais ULTRAJANTES, criando um vulto cada vez maior e DENEGRINDO cada vez mais sua imagem.
Afinal de contas, todos sabem que a maioria das pessoas se lembra e acredita nas piores coisas sobre os outros e, MESMO PROVANDO QUE AS ACUSAÇÕES ERAM FALSAS, a imagem de Michael estaria marcada de maneira negativa.
Afirmações CONTESTÁVEIS de pessoas que se diziam testemunhas, prometendo contar tudo - DESDE QUE SE PAGASSE BEM, OBVIAMENTE - eram divulgadas diariamente em larga escala.
Quanto maior fosse o escândalo anunciado pelas "testemunhas", maior era a asfixia dos fãs de Michael. Com a FALTA DE VONTADE DA IMPRENSA EM PUBLICAR QUAISQUER AFIRMAÇÕES POSITIVAS SOBRE O CANTOR OU ATÉ MESMO EM NOTICIAR SUA DEFESA, milhares de admiradores atormentados eram IMPELIDOS  A PRESENCIAR JACKSON SOFRENDO VÁRIOS GOLPES A PONTO DE NÃO SUPORTAR MAIS.
Compelidos a estarem ali, indefesos, eles tentavam compreender o que estava acontecendo, em um mundo que eles não mais entendiam.
Como podia uma estrela que outrora brilhara tão intensamente, agora ser CRUELMENTE APAGADA?
Vale a pena mencionar que, enquanto as investigações contra Michael Jackson continuavam, mais de 100 mil crianças se reuniram ao redor do metrô em Nova Iorque para homenageá-lo no segundo Children`s Choice Awards (cerimônia de premiação cujos vencedores são escolhidos pelas crianças), presenteando com o prêmio Caring For Kids (Cuidando das Crianças).
Mesmo com toda a publicidade negativa, ele persistiu aos olhos de cada fã. Ele foi a VOZ DOS SILENCIADOS, O ASTRO MAIS QUERIDO EM TODO O MUNDO.
No começo da década de 1970, quando Berry Gordy arquitetava a explosão dos Jackson Five no cenário musical, a mídia era bem mais facilmente administrada. Aliás, tudo era mais fácil de ser controlado.
Em 2005, as acusações de abuso infantil contra ele foram julgadas improcedentes pelos tribunais.
Ele foi inocentado, como eu sempre soube que ele seria. Na época, disse que o Michael Jackson que eu conhecia, o qual tantas vezes entrevistei, com quem joguei muitos jogos, com quem jantei, visitei hospitais e centros de juventude, com quem assisti a filmes, dei risadas, fui à cerimônias de premiações, e - mais do que tudo - quem vi demonstrar profunda preocupação por centenas de crianças problemáticas, era um HOMEMN INOCENTE.
Infelizmente, para Michael, era muito fácil que a imprensa pintasse um quadro negativo de seu estilo de vida  Era fácil DISTORCER SEUS MOTIVOS E QUESTIONAR SUA SINCERIDADE.
A sua aparência. Sim , ele fez cirurgias plásticas, mas não tantas quantas se especulam. Ele admitia abertamente ter alterado o nariz algumas vezes. GRANDE COISA. METADE DE HOLLYWOOD TAMBÉM JÁ FEZ. E DAÍ?
Em setembro de 1997, ao particiapar de um programa nos Estados Unidos apresentado por Bárbara Waalters, Michael disse que as mudanças em sua aparência não foram só devido a duas plásticas no nariz e um furinho no queixo, mas também devido à  mudança de hábito alimentar ao longo dos anos, tendo se tornado vegetariano.
Mas o que mais intrigava as pessoas era a mudança na cor de sua pele. Era por que me sentia mais triste por Michael, pois ele realmente tinha uma doença de pele chamada vitiligo. No entanto, a imprensa ainda ridicularizava a palidez ou o fato dele se esconder do sol.
Quando vemos alguém com queimaduras, ficamos chamando esse alguém disso ou daquilo?
MICHAEL TINHA UMA DOENÇA DE PELE INCURÁVEL. A ele restava apenas controlá-la e escondê-la do modo mais antiestético, mas que o deixava confortável.
Na primeira vez que o vi, ele estava em estágio inicial da doença. Porém, com o passar dos anos e encontros subsequentes, pude notar que as manchas estavam aparecendo por toda a sua pele. Esse é um efeito comum do vitiligo.
Seu lar, Neverland, em Santa Ynez, na Califórnia, também era alvo de piadas somente pelo fato de ele ter um parque de diversões e um zoológico. Estive lá em muitas ocasiões e os passeios eram fantásticos!
Quem não iria querer ter um parque de diversões? E quem não ama os animais?
Michael tinha espaço suficiente - mais de três mil acres - para abrigar e cuidar de dois zoológicos.
Sim, havia lhanas, girafas, elefantes, macacos, tigres e muito mais, e todos eram belíssimos.
Michael adorava os jogos, os passeios e os animais. No entanto, TUDO NÃO ERA SOMENTE PARA SUA SATISFAÇÃO PESSOAL. ERA TAMBÉM PARA O DELEITE DE OUTROS.
Toda semana, Michael abria as portas de seu rancho para CENTENAS DE CRIANÇAS MENOS AFORTUNADAS. Muitas organizações beneficentes tinham o direito de usar as instalações e todos eram tratados pelos funcionários de Michael como CONVIDADOS DE HONRA.
Sempre senti que as pessoas seriam bem mais compreensivas com Michael se o tivessem conhecido como o conheci, se ao menos ele tivesse se aberto mais e falado as coisas diretamente, como elas são.
Uma vez perguntei-lhe se ele estava ciente de toda a mídia negativa de que era vítima e se não pensava em modificar suas atitudes para ajudar a combater tudo aquilo.
"SEI DE TUDO QUE ACONTECE. NÃO IMPORTA O QUE EU FAÇA, ELES SEMPRE ESCREVERÃO ALGO RUIM", desabafou duramente.
Infelizmente para Michael, ELE TINHA RAZÃO. Recordo-me de uma viagem à Budapeste em 1994. Michael, junto com Lisa Marie Presley, visitava hospitais infantis, distribuindo presentes e brinquedos. Tive a felicidade de ser a ÚNICA IMPRENSA a ter permissão de lhes acompanhar nos hospitais e estava muito feliz por ajudá-los a distribuir os presentes a algumas das crianças adoentadas.
Contudo, a imprensa, incrédula, sugeriu que a viagem (parte da campanha Heal the World - Cure o Mundo) não passava de um golpe publicitário. O que eles não divulgaram, foi o momento emocionante em que Michael colocou um sorriso no rosto de uma menina moribunda, que havia permanecido imóvel e em silêncio por semanas. A mãe dela, sempre ao seu lado em constante vigília, se derramou em lágrimas ao ver sua filha erguer os braços e tocar a mão de Michael.
Contando até parece milagre, mas vi tudo com meus próprios olhos.
ENTÃO, POR QUAL MOTIVO AS PESSOAS INSISTIAM EM DIMINUIR ALGUÉM QUE VERDADEIRAMENTE SE IMPORTAVA E QUE, POR ACASO, TAMBÉM ERA O MAIOR ARTISTA DE TODO O MUNDO?
Penso que a razão era falta de compreensão. As pessoas achavam difícil se relacionar com Michael do mesmo modo que se relaacionavam com qualquer outra celebridade, principalmente nessa era de invasão de privacidade.
Michael estava - E SEMPRE ESTARÁ - em um pedestal muito alto, que o tornou ÚNICO, e houve muitos INVEJOSOS ou que se sentiram intimidados por ele e, por isso, QUERIAM TIRÁ-LO DE SEU POSTO.
ELE SOFREU ACUSAÇÕES DE TODA SORTE, mas como o próprio Michael dizia:

'NÃO JULGUE UM HOMEM ATÉ QUE VOCÊ TENHA PASSADO NA PELE O QUE ELE PASSOU'.

Uma vez perguntei a ele qual conquista sua julgava ser a mais importante. Durante a viagem à Budapeste, em 1994, ele prometeu ajudar um menino húngaro, de 8 anos, chamado Bella, que estava morrendo de câncer. Michael salvou a vida do garoto com uma cirurgia que ele e sua fundação pagaram.

'Salvar a vida de Bella foi, sem dúvida, um dos momentos mais importantes da minha vida', disse Michael honestamente e, portanto, ressaltando a pessoa humanista e dedicada que era.
Significa muito para mim, o fato de ter tido a oportunidade de documentar a história de um dos maiores artistas de todo o mundo. De fato, um dos momentos de que mais me orgulho, foi o dia em que estava em Neverland e vi que Michael havia a Ávore Genealógica deste livro e a colocado ao lado do enorme piano, com o qual entretinha seus convidados. Ele também me confidenciou o quão agradecido estava pelo meu trabalho e reconheceu o Documentário Visual nos agradecimentos de seu álbum History.
Teria sido fácil para mim, aproveitar-me de toda a confiança que ele depositava em mim e escrever um livro de fofocas, transformando-o em motivo de risada só poque ele parecia ser muito excêntrico ou diferente da maioria das pessoas. Mas não me juntarei às legiões de seus FALSOS AMIGOS QUE SE VENDERAM POR QUALQUER DINHEIRO. Prefiro me manter ÍNTEGRO e fazer O QUE É CERTO, enquanto eu puder."

Adrian Grant

sábado, 19 de maio de 2012

ANÁLISE: O PÚBLICO AMERICANO DEVE EXIGIR JORNALISMO HONESTO


Este texto traz uma análise publicada 25 de outubro de 2010,  por um jornalista não-fã de Michael Jackson, sobre tudo o que ele foi submetido na vida pela imprensa -  inclusive o bullying -  e as preocupações para a cultura e para os jovens americanos. 

Mesmo não sendo um fã de Michael Jackson, ele descreve com precisão o que realmente aconteceu a Michael em linguagem simples e objetiva.

TEXTO:

O PÚBLICO AMERICANO DEVE EXIGIR JORNALISMO HONESTO

"O que diz o nosso silêncio sobre os ataques a um dos realizadores mais visíveis do sonho americano? Não estamos perdendo o futuro dos nossos filhos nas mãos dos ameaçadores? Não é tempo de falarmos sobre os danos que o jornalismo oportunista está fazendo à nossa cultura?
No ano passado, a notícia da morte prematura do pop-superstar Michael Jackson chocou o mundo. Como eu sou um fã de música clássica, não um conhecedor de música pop ou qualquer de suas estrelas, a morte de Jackson não evocou imediatamente qualquer emoção particular em mim. Eu  deixei  isso para lá.
Mas os dias foram passando, e como eu estava envolvido em mais e mais reportagens sobre a morte de Michael Jackson, eu comecei a me sentir cada vez mais desconfortável. Um homem havia falecido: que necessidade havia para a mídia tão ansiosamente mostrar imagens humilhantes de como Jackson teria sido encontrado em seu leito de morte? Fui solicitado a examinar o caso mais profundamente.
Após mais de um ano, embora eu não seja agora nem nunca serei um fã de Michael Jackson, e apesar da minha visão por vezes cética das observações frenéticas freqüentemente feitas por seguidores endurecidos de Jackson, eu sinto necessidade de dizer o seguinte:

Para manter o sonho americano vivo para os nossos filhos, nós devemos deixar de abusar dos nossos espíritos talentosos e criativos da inveja e da incompreensão.
Jackson teve que lidar com a mídia condenando-o como estranho, esquisito, e até mesmo rotulando-o como uma aberração, figurativa e literalmente. Minha opinião sobre isso é clara: Embora às vezes, aos olhos subjetivos, Jackson pudesse parecer “diferente”, metade dessa excentricidade foi devido ao fato de que ele nasceu para ser um artista inevitavelmente diferente dos outros por causa da sua natureza imaginativa e criativa, e metade porque ele foi forçado a ser tão pouco convencional por pressão da mídia. Ser diferente dos outros não equivale a ser prejudicial aos outros. Enquanto não se violam os direitos humanos dos outros, tem-se o direito de ser ele ou ela mesma. Em uma sociedade que prioriza os direitos humanos e liberdade, eu não encontro justificativa para ataques a pessoas que são distinguidas como “diferentes”. Esses tipos de ataques são especialmente sórdidos quando envolvem a disseminação de boatos falsos para obter ganhos financeiros. Após a absolvição de Jackson nas acusações relacionadas à alegada criança em 2005, vários jornalistas, como Aphrodite Jones, avançaram a confessar que a maioria dos meios de comunicação em atendimento, intencionalmente colocaram a objetividade de lado na cobertura do caso de Michael Jackson ao fragmentar os fatos divulgados no tribunal, reportando apenas informações contra Jackson.
A raça humana muito freqüentemente tem devido o seu progresso científico ou artístico para o “estranho” e o “excêntrico”. Vamos considerar, por exemplo, Galileo Galilei, que foi acusado de discutir abertamente a teoria de Copérnico, um conceito visto como pecaminoso e condenado firmemente naquela época; mais tarde, é claro, essa teoria se tornou o padrão aceito pela compreensão científica do universo. Nós não podemos também deixar de considerar como era traiçoeira a própria idéia de democracia, quão perigoso a aristocracia sentiu isso; mais tarde, a democracia tornou-se a filosofia que prevalece no mundo político. Podemos lembrar também que o conceito de igualdade entre homens e mulheres, diferentes etnias ou religiões diversas, foi ridicularizado quando foi revelado. Além disso, se não tivesse pensado de forma diferente dos outros, Madre Teresa não podia ter sido mãe e dona-de-casa em vez de viajar para a Índia e arriscar sua vida pela humanidade?
Mantendo a história dessas idéias e pessoas excepcionais em mente, eu quase posso garantir que se alguém tivesse matado todos os “esquisitos” entre os nossos antepassados australopitecos, 3.500 anos atrás, nossa espécie não poderia ter chegado ao século 21. Poderíamos muito bem ter permanecido apenas uma espécie muito mais primitiva, sem o uso do fogo e da roda, quanto mais uma orquestra, a democracia, ou computadores. Não é, afinal, a diversidade que permite a evolução?
Em outras palavras, “estranheza” às vezes é o resultado inevitável de uma excepcional capacidade imaginativa, que não vê limites em busca de todas as possibilidades criativas. Enquanto essas pessoas não nos fazem mal, devemos deixá-las existir. É nosso dever ser respeitoso com aqueles que são diferentes não só porque cada ser humano tem direito à liberdade, mas também porque a diversidade está na base da sobrevivência humana.
Para aqueles que consideram a voz suave de Jackson, o tom de pele alterado ou a aparência facial como estranha, eu diria simplesmente isso: Você está revelando a sua própria natureza, na melhor das hipóteses: tacanha ou obtusa; na pior das hipóteses: cruel e intolerante. A Sagrada Escritura não considera ninguém aceitável para criticar a aparência física das pessoas que contribuíram generosamente para os sem voz.
Para aqueles que pensam que a voz falada de Jackson foi peculiar, eu diria que não vejo importância nisso. A voz falada não pode ser desacoplada da voz cantada que tantos elogiaram. Também pode ser útil para que você considere essa informação, a fim de ampliar sua compreensão do contexto global: há países onde as pessoas respeitam aqueles que falam baixinho, de uma forma calma e não agressiva. O padrão americano, onde a voz parece ser necessária à assertividade, não é o único padrão no mundo.
Para aqueles que criticam o “Rei do Pop” pela compra de Neverland, eu coloco esta pergunta: 


Você teria sobrevivido sem a compra de uma propriedade residencial do tamanho de Neverland se na realidade você nunca fosse capaz de explorar nenhum lugar sozinho, sem ser abordado pela mídia e pelo frenesi do público sempre que você saísse na porta da frente? Uma residência enorme com um vasto jardim pode ter sido a única forma possível para esse megastar do mundo relaxar e desfrutar um pouco de ar fresco, sem intromissão constante do público. Afinal, Jackson ganhou seu dinheiro através de um incrível trabalho árduo e um trabalho ético perfeccionista. À luz do seu Guinness, dando suporte a pelo menos 39 instituições de caridade, pode muito bem ser hipócrita criticar os seus hábitos de gastos.
Tendo demonstrado que não há nada de intrinsecamente errado com a vida não convencional, a questão agora passa a, se ou não Jackson prejudicou alguém com seus comportamentos. Aqui vou discutir a criança cujas acusações foram levantadas contra ele.
Ao discutir as duas instâncias de alegações a que Jackson foi confrontado, eu gostaria de centrar a minha atenção principalmente no caso de 1993, devido ao fato de que o mais recente (2003-2005) terminou com Jackson recebendo uma absolvição completa em todos os aspectos legais, pela credibilidade extremamente baixa da mãe do acusador atribuindo um fator significativo nessa exoneração. Em outras palavras, Jackson foi considerado não-culpado por isso eu acredito que nós não devemos desconsiderar esse caso.
Considerando que as leis da maioria dos Estados dos EUA estabeleceram o que é direito para processar alguém sem ser contra-processado apenas na retribuição de uma ação, isso significa que seguramente pode-se processar qualquer um que se queira processar. Assim, a extorsão de pessoas populares e ricas é um truque cada vez mais atraente para aqueles que procuram um dinheirinho rápido. Dinheiro rápido e fácil que a qualquer momento pode ter um preço pessoal, que é a desconfiança da própria comunidade. Mas, com cidades cada vez maiores e mais impessoais, a importância da reputação local de um indivíduo está diminuindo gradualmente, resultando em mais espaço para o furto. Para algumas mentes doentias, o risco de exposição como um chantagista pode, portanto, parecer menor quando comparado com os benefícios potencialmente enormes de um embuste financeiro. Como resultado, um milionário, especialmente um profissional cujo valor é bastante ampliado pela popularidade, é mais vulnerável do que nunca. Segundo o Centro Nacional de Abuso e Negligência de Crianças, em 1998, 71% das denúncias de abuso se revelaram falsas ou infundadas. Mesmo a taxa de falsa acusação se eleva a mais de 90% quando uma batalha de custódia e dinheiro é envolvido (como foi o caso entre os pais do autor, nas alegações de 1993 contra Jackson, que era amigo da mãe da criança). No caso de 1993, as acusações nunca foram a julgamento mas foram resolvidas fora do tribunal.
O registro mostra que as dificuldades financeiras do pai do acusador haviam anteriormente aproximado os representantes de Jackson a um pedido monetário bem antes dele denunciar o abuso alegado, demonstrando que ele se absteria de entrar com uma ação em troca de dinheiro. Será que algum pai com real cuidado com o bem-estar de seus filhos faria tal proposta?
Como prova da minha posição, eu apresento a conversa telefônica gravada em que ouve-se o pai do acusador dizer que tudo [está] indo “segundo um plano determinado”, que ele iria ganhar um “grande montante” e que Jackson estaria arruinado para sempre. Essas palavras soam muito mais como um mercenário do que as de um pai preocupado com a justiça para seu filho.
Deve também ser enfatizado que Jackson nunca foi indiciado pelas acusações de 1993, mesmo depois de uma intensa investigação de 13 meses, incluindo entrevistas com mais de 400 testemunhas dentro e fora do país, extensas pesquisas de seus imóveis residenciais, e até mesmo um exame de 25 minutos de todo o corpo no qual Jackson tinha todas as partes do seu corpo fotografadas, filmadas e examinadas. E nos seis anos antes do prazo prescricional ter expirado, nenhuma acusação criminal foi sequer arquivada, [ NOTA DO BLOG: NOS EUA, ARQUIVAR UM PROCESSO SIGNIFICA ABRIR UM PROCESSO, AO CONTRÁRIO DO BRASIL, QUE SIGNIFICA ENCERRAMENTO ], pós a Promotoria gastou milhões de dólares dos contribuintes em perseguição do cantor, tivessem eles encontrado qualquer evidência de abuso sexual, eles estariam certos de indiciar Jackson. Liquidação civil não impede indiciamento criminal. O garoto de 13 anos no centro das acusações recusou-se a depor criminalmente e seu pai, o indivíduo principal por trás das acusações, cometeu suicídio em alguns meses da morte de Jackson.
Tendo discutido a descaracterização do que as pessoas podem julgar como “estranho”, e ter deixado claro a falsidade das acusações feitas contra Jackson, acusações de que na minha opinião parecem suspeitamente extorsivas, eu gostaria agora de considerar o impacto moral que Jackson pode ter tido em nossa sociedade.
Com relação à integridade, atos de Jackson e estilo de vida, fora as histórias fabricadas pela mídia, permaneceram consistentemente adequadas. Na verdade, sua decência fazia ele parecer quase antiquado, mesmo quando ele era jovem, quando comparado com as indulgências de muitos artistas em sexo, álcool e drogas. Entrevistas com Jackson indicavam que ele sentia extremamente inadequado observar publicamente sua vida sexual. Isso, tanto quanto eu estou preocupado, é um exemplo de dignidade e pudor. No entanto, essa reserva pode muito ironicamente ter alimentado especulações infundadas acerca da orientação sexual de Jackson. Eu gostaria de perguntar: 


Questionar publicamente a vida sexual de uma pessoa não é a forma mais inadequada da escolha daquela pessoa por silêncio além de um desejo de privacidade? O fato de que Jackson não estava envolvido em uma infinidade de escândalos sexuais com mulheres, fato que normalmente deveria inspirar respeito, parece injustamente ter sido justificativa para a mídia patologizar Jackson. É mais do que ridículo construir a falta de lascívia e escândalo como escandaloso e suspeito.
Muitas pessoas também comentavam que Jackson não xingava, especialmente quando era mais jovem. Só depois de sofrer inúmeras campanhas de ódio fundadas em falsidades ele inseriu uma pequena quantidade de insultos em suas canções, em resposta a um mundo que o traíra tão profundamente. Mesmo assim, seu uso de insultos ficou longe de ataques virulentos, mas deparou-se mais como uma expressão artística de profunda angústia.
Jackson também enfrentou muitas acusações a respeito de sua aparência. Mas, invertendo-se, o que isso sugere sobre aqueles próprios que assim analisaram a forma como ele parecia? O que dizer sobre seus próprios preconceitos? E sobre as pessoas que afirmaram conhecer detalhes sobre cada procedimento cirúrgico que Jackson supostamente tinha, chamando-o de aberração, mesmo sem tê-lo visto na verdade?
Depois das alegações de 2003, a mídia repetidamente e zombeteiramente exibiu fotos de Michael Jackson em um estado definhado, não por preocupação com seu bem-estar, mas, simplesmente a fim de rotulá-lo como uma aberração. Pode muito bem ser argumentado que Jackson estava mesmo começando parecer bastante magro, mas tomar a aparência física cansada de alguém como evidência direta de anormalidade interior só revelam a nossa superficialidade própria. Talvez, apenas talvez ninguém mais teria parecido igualmente fatigado e sofrido a angústia de ter que lutar incansavelmente acusações cruéis e falsas.
Sobre o tema da moralidade: 
O que é mais admirável: dar às pessoas a esperança de visitas regulares e doar para os hospitais e orfanatos, ou contar histórias escandalosas com base em especulação ou mentira? O que é mais desprezível: exercer uma excepcional e rigorosa dedicação à perfeição artística, ou ceder à inveja e ganância para derrubar um artista?
A imprensa sensacionalista, é claro, usa essa estratégia para a maioria das celebridades e figuras públicas. Alguém poderia argumentar que Michael Jackson aprendeu a usar a imprensa tão cinicamente quanto ela o usou, que ele, especialmente nos primeiros dias, acreditava que “toda publicidade é boa, mesmo má publicidade”, porque mantém seus nomes na mente das pessoas. Alguém poderia até mesmo ir tão longe como dizer que Jackson ostentava propositadamente suas excentricidades para gerar imprensa. Ele tinha, afinal, um fino senso artístico do dramático, com o drama vendendo jornais. E Jackson sempre conseguiu manter sua fama brilhando, mesmo quando ele não estava produzindo novas músicas. Conforme descrito a seguir, o meu problema, no entanto, não é com a manipulação de Jackson sobre a mídia. Pelo contrário, é sobre o que a manipulação da mídia sobre Jackson diz a respeito das normas sociais e éticas.
Críticos acusaram Jackson de não se opor veementemente à informação falsa. Ponderando essa acusação, eu suspeito que tendo havido abusos pela intromissão da mídia desde seus primeiros dias no centro das atenções, Jackson poderia ter vindo a sentir-se vulnerável e vitimizado. Tendo sido ensinado por seu pai sempre ser bom para a mídia e seus fãs, ele deve ter sentido que ele não deveria defender-se tão vigorosamente por medo de perder sua popularidade. Além disso, tivesse Jackson perdido tempo para lutar a cada boato lançado no seu caminho, ele não teria tido tempo para ser Michael Jackson, o artista como ele explicou a um amigo próximo. No final, devemos nos perguntar, quem é mais fiel e verdadeiro, uma pessoa que chama alguém de aberração sem conhecê-lo pessoalmente e sem possuir qualquer prova de irregularidade, ou uma pessoa que mostra paciência e coragem em face da hostilidade e simplesmente manifesta quem ele realmente é deixando seu trabalho falar por si só?
Alguns poderiam argumentar que os ataques que Jackson sofreu da mídia e do público podem ser justificados como um preço natural a pagar pela fama e fortuna. Não, eu digo. Esse é um preço muito alto a ser cobrado a partir de um ser humano. Aqueles ataques ultrapassaram todos os limites justificáveis, e eu gostaria de notar que ele não foi pago para suportar a dor, mas por seus esforços incansáveis e dedicação ao seu ofício.
Nós primeiro exploramos a “estranheza” como diversidade necessária e benéfica, especificamente sobre o fato de que a aparência física de Jackson e o dito afastamento parecem irrelevantes para suas (dele) realizações. Nós então descobrimos que aquelas acusações de comportamento antiético por parte de Jackson eram na verdade sem fundamento. Em seguida analisamos a posição não-agressiva de Jackson durante entrevistas na TV, não como demonstração de culpa, mas como um sinal de decoro. Por fim, descobrimos que o preço da fama parece uma justificação insuficiente para os extraordinários ataques pessoais pelos quais Jackson passou.
Vamos agora considerar as implicações do comportamento da mídia e do público durante o curso da carreira de Michael Jackson. A mídia americana desonrou-se, exibindo ao mundo a opressão (bullying) do pátio escolar de uma alma talentosa e criativa, com grandes conquistas filantrópicas. Agora, considere como essa opressão (bullying) pública de uma figura lendária pode apresentar-se a uma nova geração de jovens, como pode interferir em suas mentes e afetar sua moral… Pode este tipo de opressão (bullying) pública não desestimular os jovens de hoje de perseguir sua própria criatividade, sua diversidade interna, por medo de que eles próprios possam sofrer tais abusos?
A cobertura da vida de Michael Jackson coloca entre outras, estas questões para a América: 


Realizar o sonho americano exige que alguém se sujeite à intromissão interminável da mídia, à mentira sobre si mesmo por uma questão de vender jornais, e onde uma acusação não provada é suficiente para ser condenado no tribunal da opinião pública nacional? Você quer que seus filhos vivam em um mundo onde perseguir o sonho americano envolve os riscos de um pesadelo de desconfiança e abuso?
Refiro-me novamente aos jornalistas que mais tarde admitiram as suas notícias propositadamente distorcidas e tendenciosas sobre os casos de abuso sexual infantil de Michael Jackson. Se lembrarmos por um momento o enorme número de jornalistas que cercaram o tribunal do Condado de Santa Bárbara, pode-se supor que um punhado de jornalistas que limpou o seu engano constitui apenas a ponta do iceberg. Eu suspeito que havia centenas de outros que permaneceram em silêncio e que, conscientemente, torceram a verdade para vender jornais.
Suponho também que existem milhares de pessoas que, tendo recebido informações unilaterais, uma vez que acreditavam ser Jackson um criminoso bizarro, mas que, após a sua morte e da revelação de novas informações, viram-no apenas como um de nós, um ser humano oprimido e um pai atencioso, bem como um artista talentoso e um filantropo dedicado. Talvez esses agora bem informados membros do público chegaram a duvidar da veracidade da própria mídia, não apenas quando se trata de Michael Jackson, mas em geral.
Eu especulo que há uma noção generalizada de que é mais seguro não dizer nada quando se trata de Michael Jackson com medo de ser prontamente estigmatizado. No entanto, temos de abordar as implicações do tal comportamento silencioso. O que diz o nosso silêncio sobre os ataques a um dos realizadores mais visível do sonho americano? Se nós jogarmos pelo seguro, estamos perdendo o futuro dos nossos filhos nas mãos dos agressores (bullies). É hora de falarmos sobre o que o jornalismo oportunista e danoso está fazendo à nossa cultura. Como Edmund Burke uma vez escreveu, que “tudo o que é preciso para que o mal triunfe é os homens bons não fazerem nada.”

"Ninguém irá me impedir de ser quem eu sou."  (Michael Jackson)

Fontes:

http://michael-iloveyoumore.blogspot.com.br/2012/01/sera-que-o-sonho-americano-tem-que.html

(Forbes Everett Landis)
http://www.thecommentfactory.com/does-the-american-dream-have-to-die-with-michael-jackson-3795/#idc-container

segunda-feira, 14 de maio de 2012

LIVRO REDEMPTION - INTRODUÇÃO

É agora, 10 anos após as acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson que bateu a notícia, e existem milhões de pessoas que sentem que toda a verdade sobre o caso ainda não tenha sido contada. Depois que a propaganda da mídia sensacionalista diminuiu, depois de todas as notícias de última hora cessou, ainda há uma sensação de incompletude em relação ao que aconteceu. Normalmente, quando alguém comete um crime e tem dois escritórios de procurador distrital do condado seguindo, geralmente há uma prisão e a pessoa é, pelo menos, levada a julgamento, sendo julgada. Uma vez que  acusações não foram feitas contra Michael Jackson, a única conclusão a este caso foi que a responsabilidade civil foi resolvida fora do tribunal por uma quantia de dinheiro não revelada. Uma vez que nenhuma acusação formal foi sempre movida contra Michael Jackson, há um monte de pessoas inteligentes em todo o mundo que acreditam que ele foi o alvo.
É a minha posição de que Michael Jackson era inocente das acusações de abuso sexual infantil com base nos fatos que vou colocar neste livro. Vi comportamento, ouvi depoimentos e vi os documentos que foram consistents mais que alguém realizou um esquema de extorsão elaborada do que alguém tentando buscar a justiça.
Eu tenho tentado há dez anos obter essa informação para o público. Durante a investigação, eu passei à frente e dei esta informação à equipe de investigação de defesa.
Quando o caso foi resolvido, as informações que eu forneci, que teriam saído em um processo no tribunal, não chegaram ao público.
Eu estava em dúvida a respeito de como proceder para obter esta informação a atenção do público para que eles pudessem saber o que eu sempre soube - que Michael Jackson era inocente das acusações de abuso sexual infantil.
Não posso fornecer provas concretas para corroborar a inocência de Michael Jackson, como também não o requerente que acusou Michael Jackson de abuso sexual infantil. A promotoria não precisava do testemunho do menino se pudesse ter encontrado a menor quantidade de provas credíveis para corroborar às acusações do garoto de 13 anos.
Estou apenas pintando um quadro que exige que você ligue todas as peças do quebra-cabeça. Em alguns casos, estou direcionando-o a olhar para os fatos que foram enterrados ... que só alguém de dentro pode dizer onde procurar. Somente aqueles que estão realmente em busca da verdade real vão encontrá-lo.
Por causa de minhas crenças espirituais, há uma série de referências espirituais contidas neste livro. Eu acredito que você não pode explicar o que aconteceu neste caso, sem apontar o dedo para o verdadeiro culpado espiritual que lançou essas alegações. Enquanto, ao mesmo tempo, eu sinto que é necessário deixar o mundo saber que Michael Jackson tem tido Deus Todo-Poderoso, o Criador do Universo do seu lado desde o início destas falsas alegações. Deus deu a Michael Jackson o que ele não deu ao menino, uma testemunha (referidos no capítulo seis, como A Ram In The Bush), que podem atestar a sua inocência.
Estou confiante de que depois de ler este livro você terá os fatos completos em torno deste caso. Esses fatos são baseados no que eu testemunhei e que eu tinha documentado no meu calendário diário de trabalho, tudo colocado em ordem cronológica. Eu incluí informações sobre fatos que nunca chamaram a atenção do público. Eu acredito que é no melhor interesse do público saber toda a verdade sobre este caso.
Se você está lendo este livro para maledicência ou más intenções, você pode estar extremamente decepcionado. A minha esperança é que  Redenção vai lançar luz sobre a verdade sobre este caso. Verdadeira justiça exige a verdade. Então, e só então, pode o processo de cura começar.
Para obter a imagem mais nítida do que aconteceu você tem que seguir a cadeia de eventos na ordem em que ocorreram antes, durante e após as alegações de abuso sexual infantil chamar a atenção do público. Para a maioria de nós, a acusação contra Michael Jackson era apenas um boletim de flash no noticiário.
Eu não estou tentando mudar a mente de ninguém, nem alterar opiniões de ninguém a respeito deste caso. Estou simplesmente contando minha versão do que eu testemunhei e acredito que realmente aconteceu neste caso. Eu não tenho nenhuma evidência para oferecer além de um diário de calendário que eu mantive durante o meu emprego com Barry Rothman. No entanto, eu ofereço a minha palavra de que a informação que eu estou oferecendo é toda a verdade de acordo com minha memória, percepção e entendimento.
Nunca é tarde demais para que a verdade prevaleça, especialmente se as acusações não provadas ainda lançavam sombras de culpa sobre o caráter de alguém. Então, e só então, pode a verdadeira liberdade e a justiça prevalecerão.

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ANÁLISE DE CHARLES THOMSON SOBRE O SUICÍDIO DE EVAN CHANDLER

Este texto foi publicado em 19/11/2009  e trata do MESMO PAPEL VERGONHOSO DA MÍDIA ao se reportar a Michael Jackson. 
TODOS os textos de Charles Thomnson são de leitura e divulgação obrigatória aos fãs de Michael.

O SUICÍDIO DE CHANDLER
“O pai do menino que acusou Jackson de abuso sexual infantil”.  Errado. Chandler foi o pai que acusou Jackson de molestar seu filho.
As acusações iniciais contra Jackson não foram feitas por Jordan Chandler, mas por seu pai Evan, apesar da insistência de Jordan de que Jackson nunca tinha o tocado de forma inadequada, uma postura que o rapaz manteve por vários meses.
As relações entre o pai do menino e Jackson tinham azedado no início de 93, quando Evan pediu ao popstar para construir uma casa para ele, e Jackson recusou educadamente.
Um roteirista fracassado, Chandler contatou Jackson pouco depois e lhe pediu para negociar três ofertas de roteiro em seu nome. Se Jackson não cumprisse, disse ele, o acusaria de abusar sexualmente de seu filho. Jackson não cumpriu, e o resto é história.
Sem surpresa, nenhuma dessas informações fez o seu caminho em reportagem da mídia sobre a morte de Evan Chandler. Em vez disso, o suicídio de Chandler é visto como mais uma oportunidade de jogar lama em Michael Jackson e perpetuar os mesmos mitos antigos sobre as alegações de 1993 – particularmente no que diz respeito ao acordo.
Os noticiários em todo o mundo estão reportando uma vez mais que, em 1994, Jackson pagou aos Chandlers por um acordo. Isso é total ficção.
Os documentos judiciais da época dizem claramente que a seguradora de Jackson “negociou e pagou o acordo sob os protestos do Sr Jackson e seus assessores jurídicos pessoais”. Jackson nem sequer concordou com a resolução, quanto mais pagou.
Entre as publicações que reciclaram esse velho absurdo está o The Sun, para quem eu dei muitas vezes contribuição como um especialista em Michael Jackson. Fui contactado ontem e pediram para fornecer informações sobre Evan Chandler e as alegações de 1993, o que fiz. No entanto, nenhuma de minhas informações foi utilizada, muito provavelmente porque refletem muito bem Jackson.
Mitos que implicam na culpa de Jackson são, evidentemente, mais importantes – e mais rentáveis – do que as verdades que o exoneram.
Notando que o artigo do The Sun sobre o suicídio de Chandler continha várias imprecisões factuais (mais proiminente que Jordan iniciou as alegações de abuso sexual e que Jackson pagou à família uma liquidação) entrei em contato com dois membros do pessoal do jornal – o meu contato habitual e o jornalista que escreveu o artigo. Nenhum e-mail foi respondido e o artigo não foi alterado.
Em outro lugar, o The Mirror, teve um rank muito mais alto na escala de absurdos na tentativa de retratar Chandler como algum tipo de mártir. “O pai Evan Chandler do caso sexual de Michael Jackson queria justiça, mas acabou destruído”, dizia a manchete.
Justiça?
Se Evan Chandler queria justiça, por que ele fez contato com Jackson para pedir um contrato com três roteiros de filme antes de ir à polícia? ** Se ele queria justiça, por que ele aceitou uma resolução com a seguradora de Jackson? **
Na verdade, o acordo inclui uma cláusula afirmando que Evan aceitava o pagamento em vez de um julgamento civil, mas isso não afetaria a capacidade da família em testemunhar em um processo criminal Portanto, se Evan Chandler queria justiça, por que ele não permitiu que a polícia avançasse com a sua investigação?
O título, juntamente com grande parte do artigo, é um disparate.
Tendo tomado da seguradora de Jackson quantia inferior a US $ 15 milhões (e não os US $ 20 milhões ditos pela imprensa), em 1996 Evan Chandler tentou processar Jackson por mais US $ 60 milhões, após afirmar que o disco HIStory da estrela foi uma violação da cláusula de confidencialidade do acordo. Além de tentar processar Jackson, Chandler solicitou que o tribunal lhe permitisse produzir um disco de resposta chamado “EVANstory”.
É isso mesmo.
Então, o homem que o The Mirror afirma que apenas tinha “pensamento de justiça” queria lançar um álbum de música sobre o suposto abuso de seu filho pré-adolescente.
O The Mirror aludiu ao fato das relações entre Jordan e os seus pais terem sido tensas a partir de 1993, mas colocou a culpa em Jackson, alegando que o trauma do caso os tinha separado.
Na realidade, Jordan Chandler foi ao tribunal quando ele tinha 16 anos e ganhou a emancipação jurídica de ambos os pais. Quando chamado para aparecer no julgamento de Jackson de 2005, ele se recusou a testemunhar contra seu ex-amigo. Se ele tivesse ido, a equipe jurídica de Jackson teria um número de testemunhas que estavam dispostas a testemunhar que Jordan – que hoje mora em Long Island sob um nome falso – havia dito a eles nos últimos anos que ele odiava seus pais pelo que o fizeram dizer em 1993 e que Michael Jackson nunca o havia tocado.
A evidência em torno das alegações de 1993 apoia completamente a inocência de Michael Jackson. É por essa razão que, durante a longa investigação, que continuou por muitos meses antes da seguradora de Jackson ter negociado um acordo, Michael Jackson nunca fora preso e ele nunca foi acusado de qualquer crime.
A evidência sugere esmagadoramente que Evan Chandler planejou as alegações como um esquema para ganhar dinheiro, acreditando que iria ajudá-lo a alcançar seu sonho de trabalhar em Hollywood. Uma fita gravada com conversas telefônicas onde se ouve ele dizer que o bem-estar do menino é “irrelevante” e afirma que ele queria tomar de Jackson tudo o que ele merecia.
A evidência de Mary Fischer mostra que, assim como a falsificação de abuso sexual de seu próprio filho em uma trama de extorsão elaborada, quando Jordan se recusou a jogar junto com Evan este o drogou com substâncias que alteram a mente em uma tentativa de enganá-lo a acreditar que ele foi molestado.
 Mas mesmo drogar uma criança como parte de um lote de extorsão não foi o plano mais baixo de Evan Chandler. Este veio quando ele pediu ao tribunal para lhe permitir lançar um álbum de música sobre o suposto abuso sexual de seu próprio filho.
Se Evan Chandler queria justiça, ele conseguiu há duas semanas: 17/11/2009.
Qunato à mídia, este último incidente cimenta mais uma vez a relutância quase total da indústria em relatar com precisão a honestidade sobre Michael Jackson, em particular sobre as falsas acusações de abuso sexual que foram feitas contra ele.
Nenhuma das informações acima e as provas foram incluídas em qualquer artigo sobre o suicídio de Chandler que li até agora, apesar do fato de eu, pessoalmente, tê-las entregue a pelo menos um jornal que já tinha me contratado em outras oportunidades como um perito de Jackson para outras histórias.
Fatos de justificação são negligenciados em favor de mitos eróticos. Um negro humanitário é taxado como umpedófilo e seu chantagista branco é pintado como um mártir.
Quanto a Jordan Chandler, talvez com o seu pai desaparecido, ele encontre a coragem para fazer a coisa honesta. Talvez ele virá à tona em algum lugar e dirá ao mundo o que ele está dizendo a seus amigos por mais de uma década – que Michael Jackson nunca colocou um dedo sobre ele. Até então, eu suspeito que ele vá viver com o mesmo tormento que parece finalmente ter atingido seu pai, desconfiadamente logo após a morte da maior vítima de tudo isso: Michael Jackson.

COMPLEMENTO COM UM PEQUENO ESBOÇO DO CASO

O valor OFICIAL do Acordo de Extorquialidade ( OPS! Ah, é Acordo de Confidencialidade!) , foi de 15.331,250 milhões de dólares.  Cópia do "acordo", veja  AQUI.

Chandler queria quatro roteiros de filmes a 5 milhões de dólares cada um, o que totalizara os 20 milhões de dólares que foram pedidos na chantagem.

Evan Chander faleceu em 05/11/2009, mas o fato só se tornou conhecido 12 dias depois, obviamente para prepararem a defesa do "mártir branco" e culpar Michael Jackson pelo suicídio. Não mantiveram o sigilo do fato porque, caso fosse descoberto depois, seria mais um atestado da culpabilidade e responsabilidade de Chandler, o que significaria ter que dizer MICHAEL JACKSON INOCENTE.

O fato de Charles Thomson ter trabalhado para o The Sun não significa que ele seja um jornalista desonesto e/ou incoerente, mas sim, que ele, dentro de sua honestidade pessoal e profissional procurou trazer alguma luz a esse submundo chamado tablóide. Nada mudou, mas ele fez a parte dele.

Evan Chandler nunca foi à polícia, mas sim ao psiquiatra, uma terceira pessoa, conforme fora instruído por seu "advogado" desde o início do plano, para não incorrer nele a responsabilidade da acusação que queria fazer. Assim, não existe um único depoimento dele e do filho na polícia.
Sua demanda sempre foi através do processo civil para manter a chantagem e pressionar Michael a pagar o que ele queria. A investigação policial só foi iniciada e de forma paralela porque o psiquiatra era obrigado a relatar o caso ao Serviço Social e porque promotores, polícia, ajudados pelo FBI, e imprensa  - cada um com suas motivações e objetivos - queriam caçar outras "vítimas" para incriminar, prender e destruir Michael, uma vez que a única motivação Chandler era dinheiro e eles não iriam colaborar em uma investigação criminal.

Jordan Chandler pediu emancipação dos pais para, assim, ter acesso ao dinheiro. Continuou vivendo com o pai, só se afastou definitivamente após o julgamento de Michael em 2005, quando foi atacado fisicamente pelo pai e pediu ordem de restrição na justiça.

Resumindo, o caso Chandler nunca foi um processo criminal, mas sim uma chantagem arquitetada e sustentada por um processo civil pedindo dinheiro e tentando extorquir e destruir Michael.

A seguradora  assumiu o comando das negociações porque este era o papel dela nas cláusulas do contrato com Michael. Ao invés de Michael - cliente da seguradora - continuar a ser chantageado, eles tomaram a frente no caso e negociaram a resolução, baseando-se no rumo que a situação estava tomando. Nos EUA, este é um procedimento comum das empresas seguradoras. Por isso, pelas moções (processos) de extorsão contra Chandler e advogados impetrados por Michael não estarem sendo investigados e pelos direitos constitucionais de Michael não estarem sendo respeitados, pela cobertura suja da mídia e o que implicaria um processo civil para Michael, o acordo foi pago. Nada estava funcionando para Michael. Mediante as circunstâncias, foi a melhor das piores soluções. O CIRCO que se formou em torno do caso, obrigou esta resolução  e Michael só ficou com o rótulo de pedófilo porque a imprensa e os demais envolvidos no caso trabalharam para que isso acontecesse.


Fonte:

http://charlesthomsonjournalist.blogspot.com.br/2009/11/evan-chandler-suicide-higlights-media.html

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ANÁLISE DE CHARLES THOMSON SOBRE O PRECONCEITO ESCANDALOSO DA MÍDIA CONTRA MICHAEL JACKSON

O texto a ser exposto aqui, embora possa ser de conhecimento dos frequentadores da página, e tenha sido publicado pelo excepcional jornalista Charles Thomson em março de 2010, na época, sobre as mentiras de Genne Simmons,  é de leitura e análise obrigatória, pois de  encaixa perfeitamente com o que estamos vendo novamente sobre a barbárie midiática quando o assunto e o nome envolvido é Michael Jackson. 
O título do texto é totalmente adequado ao momento atual e fica aqui o registro obrigatório.
Devemos enaltecer, então, aqueles que se propõe a dignificar a profissão que exercem, quem tem coragem e se digna a falar a verdade e cobrar o mesmo de seus colegas de profissão.

A postagem foi publicada por ele em 02/03/2010.

INTRODUÇÃO
Na semana passada, a guitarrista de Michael Jackson desacreditou amplamente as alegações divulgadas sobre o comportamento da estrela na estrada. Então, POR QUE É QUE A MÍDIA SE RECUSA A PUBLICAR SEUS COMENTÁRIOS?
Escritor britânico Charles Thomson explora o preconceito da mídia contra a maior estrela da música negra. 


TEXTO
É TEMPO DE A MÍDIA  ASSUMIR A RESPONSABILIDADE NA COBERTURA SOBRE O ASTRO

O envelhecido roqueiro Gene Simmons dominou as manchetes internacionais no mês passado quando afirmou saber que Michael Jackson havia molestado crianças. Em entrevista à Classic Rock, Simmons alega que Jackson  foi  filmado pedindo bebida alcólica para para dar a crianças, e que durante o julgamento do artista em 2005, uma agência de viagens testemunhou que importava meninos brasileiros para o divertimento de Jackson. Ele também declarou que um músico seu amigo pedira demissão da turnê de Jackson após ver "meninos que saem do seu quarto de hotel."

O que se seguiu foi um exemplo clássico de jornalismo copiar e colar. Em questão de horas, a história tinha sido repetida por centenas de blogs, fóruns e sites de notícias, da Austrália a Índia e EUA. Nenhum deles tinha de fato verificado a história antes de repassá-la adiante. Jackson nunca foi filmado servindo bebida alcólica a crianças. Nunca houve nenhum testemunho durante o julgamento referindo-se a meninos brasileiros. Ambas as declarações foram facilmente provadas como não constantes das transcrições do julgamento.

Na qualidade de relativamente especialista em Jackson, eu também não tive conhecimento de nenhum músico deixando as turnês do cantor depois do seu começo. Então, quando sentei, há duas semanas para uma entrevista com a guitarrista de longa data de Jackson, Jennifer Batten, repassei a história com ela.

Ela me contou que nenhum músico jamais se demitiu de uma turnê de Jackson. Dois músicos haviam sido demitidos, mas isso aconteceu antes da turnê começar,  então eles nunca poderiam ter testemunhado nada no interior dos hotéis.

Quando Sawf Notícia publicou a refutação de Batten, eu observei um fenômeno muito familiar. Embora a história apareceu no Google News e foi pega bastante rápido pelo Examiner, ninguém parecia disposto a tocá-la. Embora as acusações especulativas e sem fundamento de Simmons   haviam sido reproduzidas  em todo o mundo, a refutação de Batten estava sendo suprimida.

Logo comecei a receber e-mails de fãs de Jackson me dizendo que eles estavam enviando a história a cada tomada de notícias de celebridades que poderiam pensar, incluindo vários dos que publicaram alegações iniciais de Simmons.

Mas, mais de 48 horas depois, digitando uma citação exata de Simmons em um mecanismo de pesquisa, produziu quase 350 páginas. O número de agências de notícias que hospedaram a refutação de Batten? Três.

Esta não foi a primeira vez que eu tinha uma história de Jackson suprimida. Após o suicídio de Evan Chandler em novembro de 2009, fui contactado pelo The Sun que pediu para fornecer informações sobre as alegações de 1993. Passei algum tempo compilando minha pesquisa, aconselhando o jornal sobre mitos comuns e como evitá-los, tendo o cuidado da fonte de todos os meus atos a partir de documentos legais e de provas em áudio e vídeo.

Quando li o artigo acabado fiquei espantado ao descobrir que todas as minhas informações foram descartadas e substituídas pelos muitos mitos que eu tinha os aconselhado a evitar. Eu os alertei  para as imprecisões, mas meus e-mails não foram respondidos. As mesmas imprecisões apareceram em cada artigo que li sobre o suicídio.

O mesmo viés manifestou-se no mês seguinte quando o arquivo FBI de Jackson foi divulgado. Em mais de 300 páginas de informações não havia um pedaço de provas incriminatórias - mas aquela não foi a forma como a mídia contou.

A fita de vídeo apreendida na alfândega em West Palm Beach e analisadas ​​por pornografia infantil foi repetidamente referida como pertencente a Jackson. Na verdade, os arquivos afirmaram apenas que a fita foi "ligada" a Jackson e essa ligação apareceu simplesmente sem que alguém tivesse escrito seu nome na etiqueta.

Em outro documento, o FBI registrou um telefonema de um informante, alegando que a agência tinha investigado Jackson durante a década de 1980 por molestar dois meninos mexicanos. Os arquivos não fizeram outra menção da suposta investigação e a alegação foi atribuída como não válida - a chamada foi apenas observada. Mas a mídia insistentemente referiu às alegações anônimas sem suporte como próprias conclusões do FBI.

Os Arquivos FBI de Jackson apoiaram maciçamente a sua inocência, mas os conteúdos foram rotineiramente manipulados para dar a impressão oposta.

Muitos são rápidos em zombar quando os fãs de Michael Jackson falam de uma conspiração da mídia para destruir a reputação da estrela e eu costumava zombar com eles. Como um membro da indústria eu preferia não pensar nisso como sinistro e conspirador, mas acho que é cada vez mais difícil de explicar o viés com o qual Jackson é tratado.

Gostaria de saber se o problema é o orgulho. Quando as alegações de 1993 romperam, a grande maioria da informação disponível foi lançada, ambas, oficialmente ou não oficialmente, pela acusação. Jackson, entretanto, manteve-se caracteristicamente em silêncio.

Talvez porque a versão da promotoria dos eventos foi quase completamente incontestável (embora eu imagine que drama e venda de jornais  tinham algo a ver com isso, também), a mídia principalmente escolheu para retratar Jackson como culpado.

Mas, como os fatos começaram a surgir, tornou-se cada vez mais evidente que o caso estava cheio de buracos. As alegações não foram instigadas pelo menino, mas por seu pai, que havia exigido de Jackson, um acordo de roteiro antes de ele ir à polícia. Ele estava na fita a conspirar para destruir a carreira de Jackson e destituir o bem-estar de seu filho como "irrelevante". Então o garoto disse aos policiais que Jackson era circuncidado, mas uma busca do corpo policial concluiu que ele não era.

Embora a inocência de Jackson parecia cada vez mais provável, muitas das agências de notícias tinham preparado a cama e para este dia eles pareciam dispostos a fazer qualquer coisa para  mentir.

Seja qual for a motivação, seja o orgulho, o lucro ou o velho racismo, o preconceito contra Jackson é inegável. A supressão dos comentários de Batten prova mais uma vez que quando se trata de Jackson a mídia não está interessada na verdade ou razão, mas na negatividade e sensacionalismo. Batten  acompanhou Jackson em todas as três de suas turnês mundiais e era conhecida por uma década como sua "mulher mão direita". Mas Simmons - que confessou não saber nada sobre Jackson - tem sido dado  100 vezes mais cobertura da mídia por seu relatório impreciso do que Batten teve por sua experiência em primeira mão.

É tempo de agências de notícias assumirem a responsabilidade por seus próprios conteúdos. Websites não devem re-hospedar as histórias dos outros editores, a menos que eles possam estar completamente certos de que o conteúdo é factual. Mesmo que a mídia se recuse a imprimir a verdade sobre Jackson, eles devem comprometer-se em não imprimir as mentiras também. Pelo menos dessa forma que ele possa descansar em paz.


Fonte:

http://www.huffingtonpost.com/charles-thomson/michael-jackson-its-time_b_482176.html